domingo, 6 de novembro de 2011

Meus inseparáveis moleskines

Como legítima aquariana, adoro uma novidade! Tenho um moleskine na cabeceira e outro na bolsa, anoto tudo o que leio, escuto, vejo por aí. Um creminho milagroso, o esmalte da vez, um livro ou filme imperdível, um blog descolado, o drink do momento, o endereço de um brechó chique em Paris ou do bar da moda em Nova Iorque. ADORO!
Sempre que posso (que o bolso permite, para ser mais exata), vou atrás das dicas anotadas nos meus moleskines. Esses tempos li sobre dois produtinhos sensacionais para dar volume ao cabelo – uma pomada em pó e um spray que imita a água do mar. Fucei na “internê” até achar e só sosseguei quando os dois chegaram na minha caixa de correio. Depois foi o tal óleo de Argan. Paguei 50 dólares pelo bichinho e ainda não aprendi a usar... já tentei com o cabelo molhado, úmido e seco e a juba sempre fica uma meleca, que dó!
Pois agora caí no truque do óleo de coco. Semana passada o Globo Repórter falou maravilhas do produto: ajuda a emagrecer e ainda faz bem para a pele, para o cabelo, para o intestino... praticamente um elixir da beleza! Claaaaaaro que fui atrás no dia seguinte. Encontrei também em cápsulas, mas o Sérgio Chapelin recomendava o óleo! Melhor seguir à risca. Comprei. E aí começou o meu drama. Qual a maneira correta – e menos ruim – de consumir o tal óleo mágico?
A matéria recomendava usar para temperar saladas e refogar legumes. Bem que tentei, mas ficou tudo com sabor Bahia. Daí experimentei tomar uma colher antes de cada refeição. Éca, vontade de chamar o Hugo. A terceira dica era deixar abaixo de 25 graus, para o negócio solidificar e virar doce de coco. Boa idéia! Deixei na geladeira e ficou pior ainda (sabe banha que se usava para cozinhar?).
Botei o vidro no micro e virou líquido outra vez. Então tentei misturar com Ades sabor frapê de coco (pensei: vai ficar igualzinho a uma batidinha, delícia!). Só que a loira aqui não contava que o óleo ia virar pedra em contato com o leite de soja! Colou na colher, no fundo do copo, uma cáca.
Mas sou brasileira, não desisto nunca! Hoje testei uma nova fórmula. Enfiei uma colherada goela abaixo e, em seguida, tomei de gut gut um copo do frapê de coco. Até que deu para enganar, vamos ver até quando aguento... Se conseguir consumir o vidro todo, prometo que depois conto se é milagroso mesmo! Enquanto isso, aceito novas dicas... os moleskines estão na mão!
PS: Li no Caderno 2 do Estadão sobre o novo livro do Zafón e já virou a Leitura da Laje, olha ele aí do lado

domingo, 30 de outubro de 2011

Date ou cilada?

Tava aqui assistindo o repeteco do Saia Justa e lembrando de capítulos hilários da minha vida pregressa. Em pauta, dates. Blind dates, first dates... Esses encontros deveriam se chamar roubada dates, isso sim!
O tal encontro às escuras em geral é intermediado por um amigo com síndrome de cupido (é impressionante como as pessoas não podem ver ninguém solteiro que entram em campo). Tudo bem, sei que é com a melhor das intenções... mas é sempre com aquele conhecido bonzinho e introspectivo, com o irmão traumatizado porque recém levou um pé na bunda, com o primo mulherengo incorrigível, com o colega de trabalho viúvo e deprimido... NUNCA é com alguém normal, já reparou?
Uma vez uma amiga encasquetou de me apresentar um cara "super gente boa, advogado e ex-modelo, papo bom, tudo a ver contigo”. Aham. Agradeci e despistei. Convencida de que o tal cara era minha alma gêmea, a guria passou meu telefone prá ele (isso foi há mil anos, na era pré Orkut, Facebook e etc).
Um belo dia o tipo me ligou (eu morava em São Paulo e ele, no interior). E não é que o papo era bom mesmo! O cara parecia inteligente, divertido... senso de humor é tudo! Ele ligou outra vez, e depois outra vez, e mais outra, e começou a mandar mensagens bem-humoradas. Tenho que admitir que nunca tinha visto nem uma foto dele, mas estava beeeem interessada. Até que o cara resolveu ir para Sampa...
Como era amigo da minha amiga - e já tinha virado meu amigo de infância também -, não vi mal algum em hospedar lá em casa. No dia seguinte ele apitou na campainha. Abri a porta e minha vontade foi dizer: desculpa, foi engano, tututututu. O ex-modelo estava uns 15 quilos acima do peso e vestia camisa amarela e botas de cowboy! HELLOOOOOOOO!
Nem precisaria dizer que o final de semana foi um desastre. A criatura percebeu minha decepção e se transformou num verdadeiro ogro. Depois, ficou meses me ligando, mandando mensagens, passando recados desaforados pela minha amiga... psico total. Nunca mais caí no conto do blind date!
Alguns anos depois, já na era das redes sociais, recebi um convite de amizade de um cara que tinha amigos em comum comigo em Porto Alegre e em São Paulo. Passamos a bater papo e, depois de algumas semanas, marcamos o first date.
Aqui, um parêntese. Primeiro encontro é muuuuuito saia justa mesmo. A gente nunca sabe o que vestir (como encontrar aquele meio termo entre a piriguete e a puritana?), quanto de perfume usar (se o cara for alérgico?), onde ir (por que teimam em perguntar o que queremos comer?), sobre o que conversar (se a gente torcer para times adversários?)...
Voltando ao first date com o gaúcho perdido em Sumpaulo, era inverno e apostei num visual cool despretencioso: jeans, regatinha básica, um casaqueto de veludo e um cachecol suuuuuuuper charmoso. Desci do prédio trabalhada no salto e já dei o primeiro fora - o cara era baixinho. Mas era bem gatinho, abstraí.
Entramos no carro e... TERROR E PÂNICO. O cachecol ficou preso na porta. Mais especificamente, enroscado no trinco. E a maldita da porta não abria nem fechava! O cara tentava abrir por fora e eu, quase enforcada, empurrava por dentro com meu saltão. Claro que tive um ataque de riso. No final, a peça-chave do meu look ficou desfiada e cheia de graxa, minha maquiagem derretida, a cabeleira desmontada... todaerradapontocom.
O fato é que o episódio quebrou o gelo do fadítico first date, rendeu muitas risadas e a noite foi ótima. Não teve um segundo date, mas somos amigos até hoje! Moral da história? cupido não precisa de assistente. Fica a dica

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Hoje é Dia das Crianças, bebê

Que dilícia esse domingão bem no meio da semana! Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira das terras tupiniquins. Assimilei a data somente há uns 10 anos. Fiz até peregrinação/indiada a Aparecida do norte, pagando promessa antecipada (até hoje não fui atendida)... Mas isso é uma ooooutra história.
O fato é que sempre pensei que 12 de outubro fosse feriado porque é Dia das Crianças, hehehe. Não sei se é pelo dia chuvoso (no país todo), mas hoje bateu uma nostalgia nos amigos do FB, perceberam? O povo começou a postar fotinhos de quando era pequeno (inclusive euzinha, confere lá) e lembrar de guloseimas, brincadeiras e travessuras da infância. Eu também mergulhei nesse túnel do tempo (tem até um bolo de chocolate assando no forno). Lembrei de coisas do arco da velha!!!!! Criança tem cada uma...
Eu era suuuuuper tímida, envergonhadíssima! Tinha vergonha até de falar com o picoloeseiro! Preferia ficar sem picolé a ter que encarar um estranho, kkkkk. Talvez justamente para me ajudar a quebrar essas barreiras, meus pais deixaram que a Elke Maravilha (sim, ela mesma, Paulo e Helô foram padrinhos do primeiro casamento dela, mas isso também é uma oooooutra história) me levasse para fazer umas fotos na extinta Editora Bloch. Resumo da ópera: com dois aninhos, virei capa de caderno. Ficamos sabendo por acaso, tempos depois, quando meu pai viu o tal caderno numa banca da Melhoramentos na Bienal do Livro de São Paulo.
Na primeira série, via minha cara (e cabeleira) estampada nos cadernos dos coleguinhas de colégio e morria de vergonha. Pior é que não acreditavam que era eu... Àquela altura eu já usava óculos fundo de garrafa, cabelo pudim e modelito cacharrel com boca de sino. Que tristeza o visual anos 70! Com o passar dos anos, meu caderno virou brinde do sabão em pó Rinso, olha o micooooooooooo.
Voltando ao túnel do tempo, algumas brincadeiras são inesquecíveis. Eu era campeã de cinco marias (vó Hilda fazia os saquinhos de arroz). E fazia coleções de etiquetas e de papel de carta decorado. Meus tios, espalhados pelo mundo, me traziam papéis lindíssmos e exclusivos. Só que eu queria ser amiga de todo mundo e não sabia dizer não... acabava trocando aquelas maravilhas importadas por outros papéis chinfrins. Que dó!
Lembram daquela brincadeira de assistir seriados e dizer “eu sou a ...” ? A Deda, irmã mais velha da minha fiel escudeira Carla Marques, era mais rápida e sempre escolhia ser a mais bonita. Ela era a Gil das Panteras! Tudo bem, quem tinha aquele cabelo da Farrah Fawcett era eu. Além disso, eu preferia mesmo a Kelly, a pantera morena (Freud explica).
Eu também queria ser a mulher biônica e era apaixonada pelo Ciborg, o homem de seis milhões de dólares (Lee Majors era o nome do ator, será que ele ainda vive?)... Sonhava em ter um laço dourado da verdade, como a Mulher Maravilha, e vestir o modelito fashion/ romano da poderosa Irís. E morria de medo do coitado do incrível Hulk. Criança é mesmo muito engraçada...
No capítulo guloseimas da infância, é até difícil eleger as preferências. Bala azedinha, goma americana da Neugebauer, peixinho de açúcar, Banda, Bibs na caixinha de papelão (sempre amolecia o fundo e caia tudo no chão do cinema). Tinha também o sonho de creme da lanchonete do colégio, o prensado, a pastelina... e aquelas casquinhas esfarelentas e deliciosas, que no Cerrado e em SP chamam de Biju! Ficava com água na boca só de escutar aquele tectectec anunciando a aproximação do vendedor. A mãe não gostava que a gente comesse aquilo, dizia que era sujo e tal. Mas como era bom! O melhor de ser criança é comer tudo isso sem a menor culpa!
Tenho que confessar que às vezes me permito voltar à infância. Quando tem BBB, dia de paredão vira dia de criança. Chamo os amigos e faço bolo, cachorro-quente, brigadeiro de colher... Como minha TV fica no quarto, vai todo mundo para cima da minha King Size, me sinto criança de novo... E como hoje é oficialmente Dia das Crianças, deixa eu ir lá me jogar no meu bolo de chocolate sem culpa! O cheirinho está uma dilícia!

domingo, 18 de setembro de 2011

E o mico da semana vai para...

Desde domingo passado eu estava querendo comentar o Miss Universo 2011. Para comemorar os 60 anos do concurso, Donald Trump desembarcou no Brasil com suas 89 beldades. Depois de alguns dias passeando em terras tupiniquins, a apoteose aconteceu em São Paulo. 

Com transmissão para 200 países, a escolha da mulher mais bela do planeta prometia divulgar o Brasil para um público estimado de dois bilhões de espectadores. Bacana. Para compensar a falta de borogodó da nossa representante Priscila Machado, foram feitas duas escalações de peso: a axezeira Cláudia Leitte e a demi-brasileira toda bossa-nova Bebel Gilberto. O que ninguém imaginava é que as atrações brazucas cantariam em inglês!  

Tive pesadelos a semana inteira com a Claudia Leitte vestida de galinha de despacho, cantando e dançando a música inédita Locomotion Batucada – antes tivesse continuado inédita! A baiana parecia uma autêntica cruza de Beyoncé com Painho. Vergonha alheia.


Quando eu achava que não podia piorar, apareceu a sobrinha do Chico Buarque vestida com um tubinho de paetês cantando Close Your Eyes a la Cabaret, enquanto as misses exibiam seus não menos cafonas trajes de gala. Caracoles, o que será que nos espera na Copa 2014 e nas Olimpíadas 2016? Vão botar o Luan Santana cantando She is Carioca, que medaaaaaaa!

Não posso deixar de registrar o “talento” da nossa miss, estudante de jornalismo e namorada do aprendiz de André Marques. Além de branquela e magriça, a moça adotou um penteado antiguinho e desfilou com um longo piriguete amarelo de chorar no cantinho. Não fosse o concurso na pataxolândia, a gaúcha de Canoas nunca chegaria na final... 

Montada e travada, a Miss Brasil deu seu golpe fatal quando respondeu à pergunta do piloto Hélio Castroneves: O que você faria para evitar uma guerra que você não concorda com ela? (a tradução da pergunta doeu nos ouvidos) “Antes de mais nada, ia explicar às pessoas que a principal qualidade do ser humano é o respeito. Qualquer guerra é baseada na falta de respeito, de educação e de humanidade. Como ser humano, devo respeitar o outro ser humano", sentenciou, em gauchês, a futura colega de profissão. Meldels, mais vergonha alheia.

A noite de domingo terminou com a vitória da belíssima angolana Leila Lopes, numa final politicamente mais que correta: uma africana, duas asiáticas, uma latina e uma européia. Todas morenas, que meu protesto fique registrado nos autos (e a cota para loiras??????)

O assunto, no entanto, ainda rendeu o grande mico da semana. Ao comentar a vitória da angolana, a apresentadora Claudete Troiano, do Manhã Gazeta, mandou um beijo para a atriz brasileira homônima da Miss Universo (e que se suicidou há dois anos).

"Um beijo pra você Leila Lopes. Por onde será que anda a Leila Lopes, a atriz?", disse a louca. Imediatamente, o colega de bancada Marcelo Bandeira falou “Ela faleceu". Claudete tentou consertar e ficou pior a emenda que o soneto: "É mesmo? Não fiquei nem sabendo". Vergonha alheia em grau máximo. Vade retro, Donald Trump!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os grilhões que nos forjava...

Perdi a esquadrilha da fumaça...Todo ano assisto de camarote ao showzinho dos militares camicase (a laje proporciona uma visão privilegiada do espetáculo que acontece na Esplanada no Dia da Independência). Hoje dormi demais, que pena...

Para mim, 7 de setembro sempre foi sinônimo de festa. Quando era criança, em Porto Alegre, lembro que a cidade parava para ver a marcha (estamos falando dos anos 70, em plena ditadura militar). Eu estudava em colégio de padres, tinha folga nesse dia. Pensa que eu achava isso bom? Eu tinha era inveja das minhas irmãs, que estudavam em escola pública e eram obrigadas a participar da Parada da Independência. 

A Dadá, tadinha, era mais uma soldadinha naquele exército de crianças. Mas a Mirela, ah, a Mirela era baliza! Ela tinha uma roupa especial, linda de morrer, com direito a chapéu e polainas brancas!!!!! (pensando bem, as paquitas usavam o mesmo uniforme nos anos 80...). Pois a Mirela desfilava maravilhosa em frente à banda, coreografia ensaiadíssima, com direito a piruetas e estrelinhas – era, bem dizer, a madrinha da bateria!!!!!

Eu sequer sabia o Hino Nacional de cor (até hoje não sei), que dirá o Hino da Independência: "Os grilhões que nos forjava, da perfídia astuto ardil..." (alguém me explica essa letra, plisssssssssssssssss). Mas como eu adorava aquela função toda! Acho que é por isso que também adoro me pendurar na laje para acompanhar cada pirueta da esquadrilha da fumaça. Sabor de infância... Este ano eu perdi, que peninha. Vou buscar sabor de infância num pacote de jujuba. Fui! 

domingo, 28 de agosto de 2011

Pobres Irenes

Eu é que não queria me chamar Irene. O nome virou sinônimo de ameaça, terror e pânico na Costa Leste dos Estados Unidos - o que inclui os privilegiados habitantes da Big Apple. Irene caiu na boca do povo.
 
Nos útlimos dias foi um tal de Irene tá chegando, Irene vai desvastar NY, Irene promete tragédia... Fiquei realmente com dó das Irenes. E  com uma pulga atrás da orelha: por que esses  furacões, tufões, tempestades tropicais e outros temidos fenômenos da natureza têm nome de gente? Quem escolhe? Qual o critério? E se amanhã ou depois batizarem um tsunami assassino de Mylena? Vou precisar de pelo menos 10 anos de terapia!

Não sosseguei e fui atrás do tio Google para saber quem será o réu da minha ação de indenização por danos morais e materiais caso um dia eu vire nome de tragédia.  E descobri coisas bizarras:

No passado, os furacões e cia eram batizados com o nome do santo do dia em que atingiam a terra. Dá para entender? Será que era castigo porque o santo estava distraído? Que sacanagem!

Rola também uma história de que no começo do século 20 um meteorologista australiano começou a batizar esses fenômenos com nomes de políticos que detestava (essa é boa, vai!) Já os meteorologistas militares americanos preferiam nomes de "amigas" ou "conhecidas". Seria uma homenagem esdrúxula às amantes, moçoilas devastadoras de lares?  Só em 1979 foi utilizado, pela primeira vez, um nome masculino para um furacão.

Hoje, quem batiza esses fenômenos é um comitê da Organização Meteorológica Mundial – sim, eles serão os réus naquela minha ação de indenização, bingo! Mas...  Peraí!  Há listas previamente definidas! São seis listas com 21 nomes, de A a W, para a bacia do Atlântico e seis com 23 nomes, de A a Z, para a do Pacífico Norte-oriental (a costa americana). 

Olha só quem está lá: Rita, Alberto, Ernesto, Oscar, Norma, Selma, Carlota, Daniel, Fábio, Ofélia, Rosa , Sérgio, Miriam, Yolanda.  NÃO TEM MYLENA! E agora, será que isso é bom ou ruim? O que esse comitê tem contra o meu nome? Vou precisar daqueles 10 anos de terapia para superar tamanha rejeição!!!!  Pelo menos já sei para quem mandar a conta...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Amor e Sexo?

Nem eu, fã declarada de realities, estou aguentando esse BBB 11. Nos últimos dias, sequer tenho sintonizado no Multishow para assistir mais 20 minutinhos "de grátis", tamanha a chatice. Justamente por isso acabei vendo, dia desses, a reestréia daquele programinha Amor & Sexo, com a Fernanda Lima.

Confesso que só deixei a TV ligada porque um dos convidados era o Malvino gostoso Salvador. Aí fiquei curiosa quando anunciaram um quadro novo chamado Gayme. A brincadeira era a seguinte: três gays assumidos tinham que cumprir tarefas que valiam pontos. O vencedor ganhava um cruzeiro marítimo, com direito a acompanhante.

Imagino que pretendiam segurar o público gay do BBB para ampliar a audiência de um programa que, até então, só tratava de dilemas sexuais dos heteros. Em teoria, não seria má idéia. Mas a gincana colorida descambou para uma das coisas mais preconceituosas que já vi. A começar pelo apresentador, uma biba ensandecida chamada Maurício Branco, que abre o Gayme saindo do mar como aquelas antigas garotas do Fantástico.

A produção acertou na escolha dos candidatos: o músico Alberto, um negão de dreads,  clone do seu Jorge, sem a menor pinta de gay; o pedagogo Diogo, um bonitinho de barba, com carinha de galã da novela das sete; e o dentista Charles, uma verdadeira moça, vencedora do Miss Brasil Gay. A diversidade dentro da diversidade. Uma boa e desperdiçada oportunidade de acabar com chavões, padrões , blá, blá, blá.


Prova 1: os caras tinham que chavecar uma mulher na beira da praia. O primeiro a conseguir o telefone da vítima seria o vencedor.
Prova 2: corrida de 50 metros, vestidos de drag queen, com direito a saltão, vestido coladinho e peruca
Prova 3: se passar por bofe numa mesa de bar, para enganar um garçom gay
Prova 4: trocar um pneu
Prova 5: de olhos vendados, com uma mão só, abrir o sutiã de uma gostosona

Em resumo, os três foram tratados como bichas loucas, incapazes de cumprir "tarefas" tipicamente masculinas. Engraçado? sim, para a audiência hetero. Os gays devem ter achado aquilo humilhante, cruel, banal. Lamentável. Se o programa se propõe a falar sobre sexualidade e relacionamentos, não entendi a moral da história. 

PS: a propósito, venceu o galã barbudinho. Disse que levaria a mãe como acompanhante no tal cruzeiro e foi levado do palco nos ombros de marujos fortões.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mulheres no poder - galeria

Temer, Dilma quadrada, Lula e Dona Marisa com sua bolsinha

Dilma e a filha Paula
Marcella, 40 anos mais jovem que o marido Michel Temer

Desfile de ministras:

Helena Chagas

Izabela Teixeira

Iriny Lopes

Tereza Campelo

Luiza Helena Bairros

Miriam Belchior
Ideli Salvatti

Mulheres no poder

Primeiro de janeiro de 2011. Dia histórico. Toma posse a primeira presidenta do Brasil. A seu lado, nove ministras - e algumas primeiras-damas. Com tanta “matéria-prima”, não resisto a um momento mulherzinha! Preciso comentar os modelitos, makes e penteados do poder feminino. Salvo raras exceções, os looks foram lamentáveis.

A protagonista estava classuda, mas... Regra básica: com 30 quilos acima do peso, não dá para vestir branco. Punto e Basta. O casaquinho também não favoreceu em nada a silhueta da nossa presidenta. Era volumoso demais, comprido demais, largo demais. Dilma estava simplesmente quadrada, que dó. O sapato branco e a gargantilha esturricada também não ajudaram.

Ok,  não se poderia esperar nada de ousado. Dilma é convencional. Mas, por que não, um vestido sequinho, de cor escura e meia manga, e um clássico colar de pérolas? Quem salvou a pátria foi o japa Celso Kamura. Maquiagem e cabelo impecáveis, não se pode negar.

Paula, a filha da presidenta – que desfilou ao seu lado no Rolls Royce - também não foi feliz no look.  Cabelinho armado e roupitcha de madrinha de casamento, com direito a bolerinho arrematado por uma flor. Parecia até uma prima distante da família real inglesa...

Sensação do twitter, Marcella,a esposa do vice Michel Temer, estava completamente inadequada. Ao melhor estilo ninfa - com uma trança lateral, saia justíssima e blusa bufante caída no ombro - tornou ainda mais gritante a diferença de mais de 40 anos que tem do maridão (e olha que o Temer reforçou beeeeem o botox para subir a rampa do Planalto).

Falando em botox, a campeã do Planalto Central é Dona Marisa Letícia. Se não enxugasse os olhos na hora da cerimônia, nem daria para perceber que estava emocionada. Tá tão repuxada que dorme e acorda com a mesma cara (mix de Marta Suplicy, Hebe Camargo e Ana Maria Braga). E para que aquela bolsinha debaixo do braço???? Para entregar a chave do Alvorada para a Dilma?? Que diferença do visual elegante de oito anos atrás, quando Lula assumiu seu primeiro mandato...

Mas o show de horrores ficou mesmo por conta das novas ministras. Primeiro, devo ser justa. Maria do Rosário estava super discreta e elegante num tubinho nude com mini-manguinhas estruturadas (não achei uma fotinho sequer para postar aqui, infelizmente) -  adequadíssima à ocasião e ao cargo que vai ocupar, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos.

Menos discreta mas igualmente adequada estava a nova ministra da Cultura e irmã do Chico blue eyes Buarque, Ana Buarque de Holanda, num modelito azul acinzentado, chique e moderno. Mas o que era aquele uniforme de gari da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira? Por que aquele camisão laranja, alguém pode me dizer? (nem vou comentar a saia florida).

No extremo oposto, estavam os modelitos de renda. Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, adotou casaqueto de renda vermelho sobre vestido branco. Tereza Campelo (ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), investiu no rendado preto e vermelho, com casaci de veludo!! E Luiza Helena de Bairros (ministra chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial) optou pela renda clara ao melhor estilo vovó/ brechó. Posse não é casamento, hellooooo.

Em frente, A nova ministra=chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, usou tubinho claro, correto em teoria. Só em teoria. Deveria ter optado por uma manguinha – ombro de fora nesse tipo de cerimônia não pega bem meeeesmo, ainda mais para quem já passou dos 40 faz tempo. Pecou também no decote bobo, que deixava parte das costas à mostra. 

Por fim, nada chiiiques, mas corretas, Miriam Belchior (ministra do Planejamento) e Ideli Salvatti (ministra da Pesca), ambas com modelitos debruados – a primeira de preto com debrum branco e, a segunda, com o oposto. 

Me pergunto onde estavam o cerimonial, as personal stylists, as consultoras de imagem, afinal? Glória Kalil teria bastante trabalho nesta Brasília!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vergonha alheia

A temporada de chuvas no cerrado tem me mantido afastada da laje, mas fui obrigada a dar uma passadinha aqui para comentar o que vi ontem/ ouvi ontem. Aliás, eu e todo o Brasil! O episódio foi o assunto do dia no twitter hoje e mereceu o número um do Top Five do CQC (Rafinha Bastos disse que ia sonhar com a cena por meses, coitado)

Vamos lá. Estava eu tomando um sorvete na La Basque (de pistache, porque encanei que menta com chocolate tem gosto de pasta de dente) com minha irmã Dadá e nossas primas queridas Ana, Bia e Sassá. Enquanto colocávamos as fofocas familiares em dia, a TV da sorveteria passava o torturante Domingão do Faustão. 

De repente, eis que aparece a Susana Vieira com uma cabeleira platinada e um microvestido cavadíssimo, de paetês. A cena, por si só, era deprimente. Pois ela estava lá lançando um CD.

A mulher pediu o teleprompter porque não sabia a letra de cor e começou a cantar em italiano, mais desafinada do que eu no chuveiro! Juro, não é exagero, pior do que os calouros do Cassino do Chacrinha (nessa eu me puxei... e revelei minha idade)

Eu, que já estava com vergonha pelo modelito juvenil da coroa sem noção, comecei a ficar mais e mais constrangida pela eterna Nice e torcer para aquilo terminar logo. Tem coisa pior que vergonha alheia?

Encerrada a tortura, a doidivanas pediu desculpas por ter desafinado üm pouquinho" e se jogou no colo do filho de quase 50 anos e do namoradinho de 24 anos. Nesse momento, um dos bojos saltou para fora do vestidinho de paetês e ela nem percebeu... continuou conversando com o chatonildo do Faustão, com a peitola à mostra. O quadro da decadência, fiquei até deprimida.

Saímos de lá em silêncio, ainda chocadas. Fui logo avisando: se eu virar uma velha ridícula, me avisem ou me internem. Só não deixem que eu seja motivo de vergonha alheia, por favor!!!!

Para quem não viu e ouviu:
http://www.youtube.com/watch?v=ivBNhzRLfGI
http://www.youtube.com/watch?v=m_6gtyXVQeo

domingo, 28 de novembro de 2010

Fast Fashion

Em setembro, quando a H&M anunciou que lançaria uma coleção assinada por Lanvin, fiquei eufórica – eu e 50% das mulheres do planeta!

A parceria foi celebrada com uma mega festa no Pierre Hotel, em Nova Iorque. Entre os convidados, nada menos do que Anna Sui, Sofia Coppola, Andie MacDowell, Emma Roberts, Leelee Sobieski, Tory Burch e Alexander Wang.

As peças chegariam às lojas americanas e canadenses no dia 20 de novembro e três dias depois, no resto do mundo. Eu precisava ter pelo menos um Lanvin para fazer companhia no meu armário vestido criado pela Kate Moss para a Top Shop! Só tinha um pequeno probleminha: não tem H&M no Brasil.

Sem planos de viajar para Europa ou Estados Unidos, pensei em encomendar umas pecinhas “básicas” para a minha irmã Mirela, que mora em Barcelona. Não custaria nada dar uma passadinha numa das tantas H&Ms da cidade...

Entrei no site da loja para ver as peças, saber detalhes e tal. Fiquei fascinada... e chocada com as “regras” para a compra da esperadíssima coleção!

As 320 primeiras pessoas da fila receberiam pulserinhas de 16 cores, que dariam acesso a diferentes áreas da seção com as peças Lanvin. Apenas 20 pessoas em cada área, com míseros 10 minutos para as compras!!!! E ninguém poderia adquirir mais de uma peça/ tamanho de cada modelo. 

Só depois de terminada a gincana, os outros clientes teriam acesso às araras “vips” (que, certamente, estariam completamente vazias). Sem chance. Pensei em, quem sabe, comprar online. Doce ilusão. Tudo esgotado em poucas horas. Fiquei frustradíssima, confesso. Mas não desanimei.

Como quem não tem cão caça com gato, despenquei para o shopping em busca das coleções assinadas por famosos estilistas brasileiros para grandes redes. Valeu muuuuuito a pena.

Voltei para casa com duas camisas super descoladas do Oskar Metsavhat (leia-se Osklen) para a Riachuelo, R$ 69,90 cada, um shortinho também da Maria Bonita Extra para a C&A ta,mbém de R$ 69,90, e um biquini do Amir Slama (Rosa Chá) para a C&A, de R$ 59,90. 


Essa onda de parcerias entre nomes famosos da moda e redes de Fast Fashion é tudo de bom! Que venham as próximas coleções!!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

Pequena Miss Sunshine

Sou uma telespectadora compulsiva - e confessa - de realities. Do óbvio BBB até programas de moda, beleza, culinária, tatoo... Project Runway, Esquadrão da Moda, American Next Top Model Extreme Makeover Home Edition, Miami Ink... ADORO!

Essas novelinhas da vida real me fascinam pois expõem o ser humano e suas idiossincrasias. Só que nem sempre isso é divertido... Agora à noite, estava zapeando e assisti um pedacinho de um reality bizarro e chocante: Pequenas Misses.

Na verdade, o que é bizarro e chocante é o comportamento da sociedade americana. Mães completamente malucas transformam menininhas partir de dois aninhos de idade em mini drag queens! Mega penteados, apliques, maquiagem pesadíssima (eu não uso aqueles makes nem em festa de casamento), cílios postiços e até depilação e bronzeamento artificial... Vale tudo para ser a mais bela. Sem falar no gestual de adulto cafona, devidamente ensaiado à exaustão.






As expectativa dessas mães malucas – que também participam em outras categorias, às vezes com o mesmo cabelo e modelito da filha – faz com que aquelas garotinhas, que deveriam estar brincando com as amiguinhas e aprendendo a socializar, comecem a ver todas as mulheres como concorrentes/ inimigas em potencial.

As maluquinhas juniores ficam abaladíssimas (provavelmente, para a vida toda) quando não ganham a maior coroa (sim, não basta ganhar uma faixa ou uma coroinha, para satisfazer às mamães malucas é preciso ser Supreme).

Ok, ok, também tá cheio de brasileiras malucas querendo que suas filhas sejam a nova Gisele Bündchen. Acho igualmente bizarro. Mas é diferente porque o posto de modelo número um do planeta significa fama, flashes, capas de revistas, um namorado famoso, um papel na novela das seis e, principalmente, $$$$$$$$$.

Não é o caso das Pequenas Misses. Aquilo é a síntese de uma sociedade competitiva e predadora. Disgusting. Preciso de um antídoto já. Vou assistir Pequena Miss Sunshine. Boa semana!

Pequena Miss Sunshine

Sempre preferi os transgressores!

domingo, 7 de novembro de 2010

Cake Pops

Domingão cinza e chuvoso combina com bolo na frente na TV!

Para os mais habilidosos e criativos, apresento aqui uma novidade fofa e deliciosa: os cake pops! 



Depois da febre dos cupcakes (aqueles bolinhos super enfeitados com cara de antigamente), chegou a vez dos bolinhos no palito invadirem as confeitarias americanas e européias e, por que não, nossas tardes de domingo? 

Vi essas fofuras pela primeira vez há alguns dias. O Kris, maridão meio gringo meio brazuca da minha super amiga Claudinha (e cozinheiro de primeiríssima), leu sobre os cake pops num jornal sueco e nos enviou umas fotinhos. Amei! 

A receita eu procurei no tio Google. O princípio básico é o seguinte: asse um bolo comum de sua preferência, deixe esfriar, esfarele a massa e misture com algum creme para dar liga (pode ser cream cheese, doce de leite, nutella, brigadeiro, creme de leite...).

Depois, é só fazer bolinhas, botar para gelar, fincar um palito em cada bolinha e dar um banho de chocolate derretido. Os confeitos dependem da criatividade de cada um!

Se alguém se aventurar, me conte se deu certo, please!

Como meus dotes culinários são limitados, vou lá fazer uns bolinhos de chuva mesmo, para devorar assistindo episódios de Sex And The City. ADORO!!!! Boa semana!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Metamorfoses

Tem dias que a gente acorda, se olha no espelho e invoca que precisa dar uma “mudada”. O motivo, só as outras mulheres entendem. Pode ser TPM, inferno astral, ressaca pós-fim de namoro... não importa.  E de nada adianta a melhor amiga avisar para a gente pensar melhor antes de radicalizar.

Essa história acaba, quase sempre, no cabeleireiro. E em arrependimento! Sim, porque nesses surtos de impulsividade cometemos as maiores atrocidades. Eu, por exemplo, já fiz permanente váaaaarias vezes – a primeira, com 13 anos! (nunca entendi como minha mãe deixou... e pagou). Já repiquei toda a juba a la Farrah Fawcett, cortei chanel, franjão... 

Algumas dessas metamorfoses foram traumáticas. Mas nada comparável ao que aconteceu com a minha amiga Simone. Típica alemoa do interior do Rio Grande do Sul, Simone tinha um cabelo liiiiiindo – farto, loiro cinza, compriiiido. Até que, um belo dia, Simone acordou com aquela maldita vontade de mudar.

Na verdade, ela nem queria mudar taaanto assim. Queria apenas dar um brilho dourado ao cabelão. Comprou henna dourada numa dessas lojinhas de produtos indianos e mandou o cabeleireiro tacar fogo. Literalmente. Com a tal henna, o cabelão da Simone ficou vermelho! Ruivo não, vermelho. Ou, como ela mesma definiu, cenoura!

Depois de alguns dias de desespero e reclusão, Simone decidiu consultar a colorista de um salão mega ultra super de Porto Alegre. A resposta: poderia esperar a henna sair com o tempo ou tingir o cabelo de outra cor, o que a profissional não recomendava pois a cabeleira, já ressecada da henna, ia virar uma palha.

Como não podia sumir, Simone decidiu assumir! E assumiu também outra personalidade, mais apropriada à nova cor de cabelo. Virou dark, pelo simples motivo que NADA, além do preto, combinava com aquele cabelo cor de cenoura! (isso foi nos anos 80, se fosse hoje, ela virava Emo...).

A tinturista tinha razão. O tom cenoura foi ficando menos intenso com as lavagens, o cabelão foi voltando ao normal e a personalidade da minha amiga, também. Hoje, Simone é uma comportada mãe de família, mora nos Estados Unidos e, naqueles dias de histeria, pensa mil vezes antes de correr para o salão mais próximo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Back to 80`s

Já começou a mobilização na Brasília. Mês que vem tem mais uma edição da festa De Volta aos Anos 80 e o povo já está em polvorosa. Não, eu não vou. Não meeeeeesmo, nem adianta insistir.

Caí nessa armadilha há alguns anos, logo que mudei para o Cerrado. Nunca mais! É patético ver pencas de playboys e patricinhas - de variadas idades - dançando freneticamente Superfantástico da Turma do Balão Mágico e cantando com a Cyndi Lauper Girls Just Wanna Have Fun.

Não entendo a obsessão dos brasilienses pelos anos 80. Tudo bem que tenham orgulho de Legião, Capital, Plebe Rude, Paralamas... mas ninguém merece ouvir Eduardo e Mônica no rádio todo santo dia 30 anos depois!  

A ditadura dos anos 80 já invadiu até os pubs do Cerrado. O repertório não muda: Duran Duran, Dire Straits, Lulu Santos, Kid Abelha... afffff

Dia desses fui numa festa de aniversário num lugar bacanérrimo – e carérrimo. Não revelo nomes nem sob tortura! Só conto, a título de contexto, que o aniversariante estava completando mais de 40 anos. Cardápio impecável, espumante na temperatura perfeita, doces maravilhosos.

Vovó do rebolation
Tudo comme il faut... Até a Gretchen surgir do além, embalada a vácuo em um macacão de lycra amarelo, cantando e dançando Conga Conga Conga. Na sequencia, Piripiripiri.

Num primeiro momento achei que era alucinação - quem sabe o espumante era falsificado! Depois, pensei que se tratava de uma cover da vovó do rebolation. Na terceira música, me convenci de que era a Gretchen em pessoa - até tirei umas fotos com o celular para ninguém duvidar da minha sanidade! 

O flashback não parou por aí, não!  Quando terminou o show da Gretchen (ou, como diz a wikipedia, a pioneira da Bunda Music), entrou o Sylvinho Blau Blau com o mesmo blazer branco de sempre, a mesma coreografia, as mesmas músicas (ele também continua vesgo).

Ai, meu ursinho blau blau de brinquedo...
Eu já estava ficando com medo quando apareceu uma terceira assombração: o Luciano do Trem da Alegria!!!  Helloooo, será que não surgiu nada melhor nos últimas três décadas?

Que me desculpem os órfãos daqueles anos cafonas, mas o novo é fundamental! Pronto, falei.

PS: minha amiga Ju Neiva faz aniversário amanhã e acaba de avisar que vai comemorar hoje, numa boate com som anos 80 e show de quem, de quem? Ela de novo, a Gretchen! Ju, te desejo muito amor, saúde, paz, sucesso. Tudo de bom meeesmo, porque tu merece! Mas a festinha eu não vou encarar...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O canto dos cigarros

As cigarras de Brasília estão enlouquecidas. Todo ano, nessa época, é a mesma coisa. O zumbido ensurdecedor anuncia a chegada da temporada de chuvas no Cerrado. 

Pelo menos, era isso que eu pensava... (admito que não sabia nada sobre cigarras, sempre pensei que fossem primas da libélula, magrelinhas e bonitinhas. E na verdade, são as irmãs vegetarianas da barata.)

Esses dias, me contaram a verdade sobre o apito  – que teimam em chamar de canto - das cigarras. A gritaria sinaliza que elas querem acasalar. Bizarro. Já pensou se a mulherada encalhada saísse berrando desse jeito por aí?

Fui pesquisar no tio Google essa história de “canto da cigarra” e descobri algo fenomenal. Quem grita, na verdade, são os machos – será que posso chamá-los de cigarros ???  A sinfonia dos cigarros, conhecida como o “chamado do acasalamento”, pode atingir 120 decibéis! Eles gritam de tesão! Depois dizem que as mulheres é que são histéricas....

Os cigarros ficam tão desesperados que já “armam a barraca” no começo da cantoria e ficam prontinhos, esperando a chegada das cigarras. Isso é que wild sex, o resto é bobagem.

Essa história me fez lembrar de uma cena antológica que presenciei na serra gaúcha, há alguns. Meu pai tinha reunido a família na pousada de uma vinícola para comemorar seus 60 anos em ritmo de kerb.

Entre uma garrafa e outra de vinho, escutamos uns gritinhos alucinados e corpos se debatendo na lareira (que estava apagada, pois fazia calor). Corremos para ver o que estava acontecendo e tinha um casal de passarinhos transando loucamente, da forma mais convencional possível: papai e mamãe.

Finito o ato de amor, um saiu de cima do outro e ficaram lado a lado, exaustos, por alguns segundos. Só faltou o cigarrinho. Em seguida, o passarinho e  a passarinha saíram voando pela chaminé (e foram felizes para sempre, hahahaha).

Juro que não foi um porre coletivo. Tomás, meu irmão, registrou tudo com fotos! O caso foi relatado pelo meu tio Zé para um amigo ornitólogo que cogitou que talvez tivéssemos presenciado um momento de evolução da espécie. Será?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Porque hoje é sexta-feira


 "Um cigarro encurta a vida em 2 minutos. Uma garrafa de álcool encurta a vida em 4 minutos. Um dia de trabalho encurta a vida em 8 horas." 
Heleninha Roitman

Toca um mambo aí bem calieeeeente:
http://www.youtube.com/watch?v=Rvea_WamvTI

Para quem ficou com saudades, a melhor novela de todos os tempos - Vale Tudo - está sendo reprisada pelo canal Viva. O horário é cruel, mas vale muuuuuuito a pena ver de novo: das 0h45 às 1h45.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Golpe da bolinha

Essa campanha prá Presidente tá mesmo uma baixaria, tô contando os minutos para o segundo turno!  Enquanto isso, alguns episódios merecem registro.

Quem não ficou chocado com o "ataque" ao Serra no RJ? Foi parar no hospital e suspendeu a agenda de campanha por 24 horas por orientação médica.

À noite, o SBT mostrou o que realmente aconteceu. Prá quem não viu:
http://www.youtube.com/watch?v=wsrPo1fjWkw

O golpe da bolinha de papel bombou hoje no twitter, no FB e nos portais - aposto que vai parar no top 5 do CQC!

Uma coletânea das melhores pérolas sobre o assunto foi postada pelo jornalista Ricardo Mignone no FB. Não resisti à tentação de reproduzir aqui na laje. Para rir um pouquinho:

"O exame de “bolística” determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4."

"PT pretende ataques surpresa tipo cavalo de tróia com origami, e aéreo com aviõezinhos."

"Fabrica da Tilibra esta sendo neste momento investigada pela PF, por suposto componente que aumenta peso do papel..."

"Uma resma de papel virou arma de destruição em massa."

"ONU proíbe Irã de fabricar bolinhas de papel. Ahmadinejad diz que Irã usará as bolinhas de papel apenas para fins pacíficos."

"Marina declara voto em Dilma após Serra não recolher bolinha de papel para reciclar."

"Essa violência do RJ tem que parar... Crianças de 3 anos de idade já andam municiados pelas ruas com bolinhas de papel...Estão ameaçando comerciantes...O mundo está perdido!"

"Quando a criançada descobrir que bolinha de papel dá 24h de repouso as escolas ficarão vazias."

"Últimas notícias: PSDB manda cancelar chuva de papel picado preparada para a próxima passeata."

"Pessoa com sobrenome árabe é detido em aeroporto de Nova Iorque, suspeito de carregar em sua mala 30 kg de bolinha de papel. Investigações chegaram a conclusão que foram feitas a partir de papéis de carta usados. O caso ficou conhecido como o incidente da bolinha de papel de carta bomba."

"Ainda bem que foi uma bolinha de papel, se fosse uma bolha de sabão Serra diria que o PT estaria usando armas químicas."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Que país é este?

As energias andam carregadas no planalto central. Clima tenso por conta das eleições. Políticos apelando para todos os santos e tambores.

Achei que não seria demais tomar um passe. Como já disse aqui, acredito em tudo – desde que seja para o bem!

Depois de dar uma passada na igreja da minha quadra e acender uma velinha para Santo Expedito, fui a um centro espírita aqui perto. Saí de lá com a alma leve... e a cabeça fervilhando...

Para quem nunca foi a um centro espírita, é bom explicar. Antes do passe (equivalente à benção para os católicos), há sempre uma palestra (equivalente ao sermão). Cheguei no meio da palestra.

Tudo ia muito bem até o senhorzinho que palestrava se aventurar no assunto do momento - a legalização do aborto - e partir para a doutrinação política. Começou de leve, falando que “tem uma candidata aí” que defende o aborto. Foi elevando o tom e chegou ao ápice: “Eles assinaram um acordo internacional se comprometendo com a legalização do aborto. Está no programa do partido, não é a Dilma, é o PT”, disse indignado.

Chocada, relatei o episódio a uma amiga jornalista. Ela, então, me contou que sua cozinheira, evangélica, estava apavorada pois tinha escutado de um  pastor que as Igrejas seriam obrigadas a fazer casamento gay se Dilma ganhasse as eleições.

Fiquei me perguntando de onde surgem essas fantasias? E como acabam pautando o debate nacional?

Aos 16 anos, gritei que queria votar para presidente no movimento pelas Diretas Já. Na minha ingenuidade adolescente, chorei a morte de Tancredo Neves. Alguns anos depois, vesti preto pelo impeachment do Collor. E me orgulhei, sim, quando um líder sindical conquistou a Presidência do nosso país. Depois de 25 anos de democracia, vamos discutir moral e religião? Confundir Estado e Igreja?

Não quero e não vou usar a laje para discutir política. O que me diverte é observar e comentar o comportamento das pessoas ao meu redor e queria poder fazer graça do que tenho visto e escutado por aí. Mas dessa vez não é divertido. É lamentável. Lamentável perceber o poder do boca a boca e a ignorância do povo brasileiro. Lamentável assistir ao retrocesso no debate político do país. Lamentável ter que votar para presidente.

sábado, 16 de outubro de 2010

Marketing da tragédia

Estava aqui matutando... quantos óculos a Oakley já vendeu depois do resgate dos 33 mineiros soterrados no Chile?  Como os trabalhadores ficaram 69 dias na completa escuridão, a Oakley doou 35 óculos do modelo Radar, capazes de filtrar qualquer tipo de luz, para que os coitados não tivessem problemas de sensibilidade quando voltassem à superfície.

Detalhe: um dos exemplares extras foi usado pelo ministro chileno de Mineração, Laurence Golborne  - já apontado como potencial candidato à presidência do Chile -, em "solidariedade" aos mineiros.  

O ato de generosidade da Oakley foi devidamente alardeado na página da marca na Internet.  E o já cobiçado Ozinho achatado ficou em close no mundo todo durante as 24 horas da engenhosa operação de salvamento.

Foi, realmente, uma baita jogada de marketing.


No dia seguinte ao resgate, ainda de óculos, os 33 mineiros
posam para fotos com o presidente Sebastián Piñera