domingo, 28 de agosto de 2011

Pobres Irenes

Eu é que não queria me chamar Irene. O nome virou sinônimo de ameaça, terror e pânico na Costa Leste dos Estados Unidos - o que inclui os privilegiados habitantes da Big Apple. Irene caiu na boca do povo.
 
Nos útlimos dias foi um tal de Irene tá chegando, Irene vai desvastar NY, Irene promete tragédia... Fiquei realmente com dó das Irenes. E  com uma pulga atrás da orelha: por que esses  furacões, tufões, tempestades tropicais e outros temidos fenômenos da natureza têm nome de gente? Quem escolhe? Qual o critério? E se amanhã ou depois batizarem um tsunami assassino de Mylena? Vou precisar de pelo menos 10 anos de terapia!

Não sosseguei e fui atrás do tio Google para saber quem será o réu da minha ação de indenização por danos morais e materiais caso um dia eu vire nome de tragédia.  E descobri coisas bizarras:

No passado, os furacões e cia eram batizados com o nome do santo do dia em que atingiam a terra. Dá para entender? Será que era castigo porque o santo estava distraído? Que sacanagem!

Rola também uma história de que no começo do século 20 um meteorologista australiano começou a batizar esses fenômenos com nomes de políticos que detestava (essa é boa, vai!) Já os meteorologistas militares americanos preferiam nomes de "amigas" ou "conhecidas". Seria uma homenagem esdrúxula às amantes, moçoilas devastadoras de lares?  Só em 1979 foi utilizado, pela primeira vez, um nome masculino para um furacão.

Hoje, quem batiza esses fenômenos é um comitê da Organização Meteorológica Mundial – sim, eles serão os réus naquela minha ação de indenização, bingo! Mas...  Peraí!  Há listas previamente definidas! São seis listas com 21 nomes, de A a W, para a bacia do Atlântico e seis com 23 nomes, de A a Z, para a do Pacífico Norte-oriental (a costa americana). 

Olha só quem está lá: Rita, Alberto, Ernesto, Oscar, Norma, Selma, Carlota, Daniel, Fábio, Ofélia, Rosa , Sérgio, Miriam, Yolanda.  NÃO TEM MYLENA! E agora, será que isso é bom ou ruim? O que esse comitê tem contra o meu nome? Vou precisar daqueles 10 anos de terapia para superar tamanha rejeição!!!!  Pelo menos já sei para quem mandar a conta...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Amor e Sexo?

Nem eu, fã declarada de realities, estou aguentando esse BBB 11. Nos últimos dias, sequer tenho sintonizado no Multishow para assistir mais 20 minutinhos "de grátis", tamanha a chatice. Justamente por isso acabei vendo, dia desses, a reestréia daquele programinha Amor & Sexo, com a Fernanda Lima.

Confesso que só deixei a TV ligada porque um dos convidados era o Malvino gostoso Salvador. Aí fiquei curiosa quando anunciaram um quadro novo chamado Gayme. A brincadeira era a seguinte: três gays assumidos tinham que cumprir tarefas que valiam pontos. O vencedor ganhava um cruzeiro marítimo, com direito a acompanhante.

Imagino que pretendiam segurar o público gay do BBB para ampliar a audiência de um programa que, até então, só tratava de dilemas sexuais dos heteros. Em teoria, não seria má idéia. Mas a gincana colorida descambou para uma das coisas mais preconceituosas que já vi. A começar pelo apresentador, uma biba ensandecida chamada Maurício Branco, que abre o Gayme saindo do mar como aquelas antigas garotas do Fantástico.

A produção acertou na escolha dos candidatos: o músico Alberto, um negão de dreads,  clone do seu Jorge, sem a menor pinta de gay; o pedagogo Diogo, um bonitinho de barba, com carinha de galã da novela das sete; e o dentista Charles, uma verdadeira moça, vencedora do Miss Brasil Gay. A diversidade dentro da diversidade. Uma boa e desperdiçada oportunidade de acabar com chavões, padrões , blá, blá, blá.


Prova 1: os caras tinham que chavecar uma mulher na beira da praia. O primeiro a conseguir o telefone da vítima seria o vencedor.
Prova 2: corrida de 50 metros, vestidos de drag queen, com direito a saltão, vestido coladinho e peruca
Prova 3: se passar por bofe numa mesa de bar, para enganar um garçom gay
Prova 4: trocar um pneu
Prova 5: de olhos vendados, com uma mão só, abrir o sutiã de uma gostosona

Em resumo, os três foram tratados como bichas loucas, incapazes de cumprir "tarefas" tipicamente masculinas. Engraçado? sim, para a audiência hetero. Os gays devem ter achado aquilo humilhante, cruel, banal. Lamentável. Se o programa se propõe a falar sobre sexualidade e relacionamentos, não entendi a moral da história. 

PS: a propósito, venceu o galã barbudinho. Disse que levaria a mãe como acompanhante no tal cruzeiro e foi levado do palco nos ombros de marujos fortões.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mulheres no poder - galeria

Temer, Dilma quadrada, Lula e Dona Marisa com sua bolsinha

Dilma e a filha Paula
Marcella, 40 anos mais jovem que o marido Michel Temer

Desfile de ministras:

Helena Chagas

Izabela Teixeira

Iriny Lopes

Tereza Campelo

Luiza Helena Bairros

Miriam Belchior
Ideli Salvatti

Mulheres no poder

Primeiro de janeiro de 2011. Dia histórico. Toma posse a primeira presidenta do Brasil. A seu lado, nove ministras - e algumas primeiras-damas. Com tanta “matéria-prima”, não resisto a um momento mulherzinha! Preciso comentar os modelitos, makes e penteados do poder feminino. Salvo raras exceções, os looks foram lamentáveis.

A protagonista estava classuda, mas... Regra básica: com 30 quilos acima do peso, não dá para vestir branco. Punto e Basta. O casaquinho também não favoreceu em nada a silhueta da nossa presidenta. Era volumoso demais, comprido demais, largo demais. Dilma estava simplesmente quadrada, que dó. O sapato branco e a gargantilha esturricada também não ajudaram.

Ok,  não se poderia esperar nada de ousado. Dilma é convencional. Mas, por que não, um vestido sequinho, de cor escura e meia manga, e um clássico colar de pérolas? Quem salvou a pátria foi o japa Celso Kamura. Maquiagem e cabelo impecáveis, não se pode negar.

Paula, a filha da presidenta – que desfilou ao seu lado no Rolls Royce - também não foi feliz no look.  Cabelinho armado e roupitcha de madrinha de casamento, com direito a bolerinho arrematado por uma flor. Parecia até uma prima distante da família real inglesa...

Sensação do twitter, Marcella,a esposa do vice Michel Temer, estava completamente inadequada. Ao melhor estilo ninfa - com uma trança lateral, saia justíssima e blusa bufante caída no ombro - tornou ainda mais gritante a diferença de mais de 40 anos que tem do maridão (e olha que o Temer reforçou beeeeem o botox para subir a rampa do Planalto).

Falando em botox, a campeã do Planalto Central é Dona Marisa Letícia. Se não enxugasse os olhos na hora da cerimônia, nem daria para perceber que estava emocionada. Tá tão repuxada que dorme e acorda com a mesma cara (mix de Marta Suplicy, Hebe Camargo e Ana Maria Braga). E para que aquela bolsinha debaixo do braço???? Para entregar a chave do Alvorada para a Dilma?? Que diferença do visual elegante de oito anos atrás, quando Lula assumiu seu primeiro mandato...

Mas o show de horrores ficou mesmo por conta das novas ministras. Primeiro, devo ser justa. Maria do Rosário estava super discreta e elegante num tubinho nude com mini-manguinhas estruturadas (não achei uma fotinho sequer para postar aqui, infelizmente) -  adequadíssima à ocasião e ao cargo que vai ocupar, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos.

Menos discreta mas igualmente adequada estava a nova ministra da Cultura e irmã do Chico blue eyes Buarque, Ana Buarque de Holanda, num modelito azul acinzentado, chique e moderno. Mas o que era aquele uniforme de gari da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira? Por que aquele camisão laranja, alguém pode me dizer? (nem vou comentar a saia florida).

No extremo oposto, estavam os modelitos de renda. Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, adotou casaqueto de renda vermelho sobre vestido branco. Tereza Campelo (ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), investiu no rendado preto e vermelho, com casaci de veludo!! E Luiza Helena de Bairros (ministra chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial) optou pela renda clara ao melhor estilo vovó/ brechó. Posse não é casamento, hellooooo.

Em frente, A nova ministra=chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, usou tubinho claro, correto em teoria. Só em teoria. Deveria ter optado por uma manguinha – ombro de fora nesse tipo de cerimônia não pega bem meeeesmo, ainda mais para quem já passou dos 40 faz tempo. Pecou também no decote bobo, que deixava parte das costas à mostra. 

Por fim, nada chiiiques, mas corretas, Miriam Belchior (ministra do Planejamento) e Ideli Salvatti (ministra da Pesca), ambas com modelitos debruados – a primeira de preto com debrum branco e, a segunda, com o oposto. 

Me pergunto onde estavam o cerimonial, as personal stylists, as consultoras de imagem, afinal? Glória Kalil teria bastante trabalho nesta Brasília!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vergonha alheia

A temporada de chuvas no cerrado tem me mantido afastada da laje, mas fui obrigada a dar uma passadinha aqui para comentar o que vi ontem/ ouvi ontem. Aliás, eu e todo o Brasil! O episódio foi o assunto do dia no twitter hoje e mereceu o número um do Top Five do CQC (Rafinha Bastos disse que ia sonhar com a cena por meses, coitado)

Vamos lá. Estava eu tomando um sorvete na La Basque (de pistache, porque encanei que menta com chocolate tem gosto de pasta de dente) com minha irmã Dadá e nossas primas queridas Ana, Bia e Sassá. Enquanto colocávamos as fofocas familiares em dia, a TV da sorveteria passava o torturante Domingão do Faustão. 

De repente, eis que aparece a Susana Vieira com uma cabeleira platinada e um microvestido cavadíssimo, de paetês. A cena, por si só, era deprimente. Pois ela estava lá lançando um CD.

A mulher pediu o teleprompter porque não sabia a letra de cor e começou a cantar em italiano, mais desafinada do que eu no chuveiro! Juro, não é exagero, pior do que os calouros do Cassino do Chacrinha (nessa eu me puxei... e revelei minha idade)

Eu, que já estava com vergonha pelo modelito juvenil da coroa sem noção, comecei a ficar mais e mais constrangida pela eterna Nice e torcer para aquilo terminar logo. Tem coisa pior que vergonha alheia?

Encerrada a tortura, a doidivanas pediu desculpas por ter desafinado üm pouquinho" e se jogou no colo do filho de quase 50 anos e do namoradinho de 24 anos. Nesse momento, um dos bojos saltou para fora do vestidinho de paetês e ela nem percebeu... continuou conversando com o chatonildo do Faustão, com a peitola à mostra. O quadro da decadência, fiquei até deprimida.

Saímos de lá em silêncio, ainda chocadas. Fui logo avisando: se eu virar uma velha ridícula, me avisem ou me internem. Só não deixem que eu seja motivo de vergonha alheia, por favor!!!!

Para quem não viu e ouviu:
http://www.youtube.com/watch?v=ivBNhzRLfGI
http://www.youtube.com/watch?v=m_6gtyXVQeo

domingo, 28 de novembro de 2010

Fast Fashion

Em setembro, quando a H&M anunciou que lançaria uma coleção assinada por Lanvin, fiquei eufórica – eu e 50% das mulheres do planeta!

A parceria foi celebrada com uma mega festa no Pierre Hotel, em Nova Iorque. Entre os convidados, nada menos do que Anna Sui, Sofia Coppola, Andie MacDowell, Emma Roberts, Leelee Sobieski, Tory Burch e Alexander Wang.

As peças chegariam às lojas americanas e canadenses no dia 20 de novembro e três dias depois, no resto do mundo. Eu precisava ter pelo menos um Lanvin para fazer companhia no meu armário vestido criado pela Kate Moss para a Top Shop! Só tinha um pequeno probleminha: não tem H&M no Brasil.

Sem planos de viajar para Europa ou Estados Unidos, pensei em encomendar umas pecinhas “básicas” para a minha irmã Mirela, que mora em Barcelona. Não custaria nada dar uma passadinha numa das tantas H&Ms da cidade...

Entrei no site da loja para ver as peças, saber detalhes e tal. Fiquei fascinada... e chocada com as “regras” para a compra da esperadíssima coleção!

As 320 primeiras pessoas da fila receberiam pulserinhas de 16 cores, que dariam acesso a diferentes áreas da seção com as peças Lanvin. Apenas 20 pessoas em cada área, com míseros 10 minutos para as compras!!!! E ninguém poderia adquirir mais de uma peça/ tamanho de cada modelo. 

Só depois de terminada a gincana, os outros clientes teriam acesso às araras “vips” (que, certamente, estariam completamente vazias). Sem chance. Pensei em, quem sabe, comprar online. Doce ilusão. Tudo esgotado em poucas horas. Fiquei frustradíssima, confesso. Mas não desanimei.

Como quem não tem cão caça com gato, despenquei para o shopping em busca das coleções assinadas por famosos estilistas brasileiros para grandes redes. Valeu muuuuuito a pena.

Voltei para casa com duas camisas super descoladas do Oskar Metsavhat (leia-se Osklen) para a Riachuelo, R$ 69,90 cada, um shortinho também da Maria Bonita Extra para a C&A ta,mbém de R$ 69,90, e um biquini do Amir Slama (Rosa Chá) para a C&A, de R$ 59,90. 


Essa onda de parcerias entre nomes famosos da moda e redes de Fast Fashion é tudo de bom! Que venham as próximas coleções!!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

Pequena Miss Sunshine

Sou uma telespectadora compulsiva - e confessa - de realities. Do óbvio BBB até programas de moda, beleza, culinária, tatoo... Project Runway, Esquadrão da Moda, American Next Top Model Extreme Makeover Home Edition, Miami Ink... ADORO!

Essas novelinhas da vida real me fascinam pois expõem o ser humano e suas idiossincrasias. Só que nem sempre isso é divertido... Agora à noite, estava zapeando e assisti um pedacinho de um reality bizarro e chocante: Pequenas Misses.

Na verdade, o que é bizarro e chocante é o comportamento da sociedade americana. Mães completamente malucas transformam menininhas partir de dois aninhos de idade em mini drag queens! Mega penteados, apliques, maquiagem pesadíssima (eu não uso aqueles makes nem em festa de casamento), cílios postiços e até depilação e bronzeamento artificial... Vale tudo para ser a mais bela. Sem falar no gestual de adulto cafona, devidamente ensaiado à exaustão.






As expectativa dessas mães malucas – que também participam em outras categorias, às vezes com o mesmo cabelo e modelito da filha – faz com que aquelas garotinhas, que deveriam estar brincando com as amiguinhas e aprendendo a socializar, comecem a ver todas as mulheres como concorrentes/ inimigas em potencial.

As maluquinhas juniores ficam abaladíssimas (provavelmente, para a vida toda) quando não ganham a maior coroa (sim, não basta ganhar uma faixa ou uma coroinha, para satisfazer às mamães malucas é preciso ser Supreme).

Ok, ok, também tá cheio de brasileiras malucas querendo que suas filhas sejam a nova Gisele Bündchen. Acho igualmente bizarro. Mas é diferente porque o posto de modelo número um do planeta significa fama, flashes, capas de revistas, um namorado famoso, um papel na novela das seis e, principalmente, $$$$$$$$$.

Não é o caso das Pequenas Misses. Aquilo é a síntese de uma sociedade competitiva e predadora. Disgusting. Preciso de um antídoto já. Vou assistir Pequena Miss Sunshine. Boa semana!

Pequena Miss Sunshine

Sempre preferi os transgressores!

domingo, 7 de novembro de 2010

Cake Pops

Domingão cinza e chuvoso combina com bolo na frente na TV!

Para os mais habilidosos e criativos, apresento aqui uma novidade fofa e deliciosa: os cake pops! 



Depois da febre dos cupcakes (aqueles bolinhos super enfeitados com cara de antigamente), chegou a vez dos bolinhos no palito invadirem as confeitarias americanas e européias e, por que não, nossas tardes de domingo? 

Vi essas fofuras pela primeira vez há alguns dias. O Kris, maridão meio gringo meio brazuca da minha super amiga Claudinha (e cozinheiro de primeiríssima), leu sobre os cake pops num jornal sueco e nos enviou umas fotinhos. Amei! 

A receita eu procurei no tio Google. O princípio básico é o seguinte: asse um bolo comum de sua preferência, deixe esfriar, esfarele a massa e misture com algum creme para dar liga (pode ser cream cheese, doce de leite, nutella, brigadeiro, creme de leite...).

Depois, é só fazer bolinhas, botar para gelar, fincar um palito em cada bolinha e dar um banho de chocolate derretido. Os confeitos dependem da criatividade de cada um!

Se alguém se aventurar, me conte se deu certo, please!

Como meus dotes culinários são limitados, vou lá fazer uns bolinhos de chuva mesmo, para devorar assistindo episódios de Sex And The City. ADORO!!!! Boa semana!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Metamorfoses

Tem dias que a gente acorda, se olha no espelho e invoca que precisa dar uma “mudada”. O motivo, só as outras mulheres entendem. Pode ser TPM, inferno astral, ressaca pós-fim de namoro... não importa.  E de nada adianta a melhor amiga avisar para a gente pensar melhor antes de radicalizar.

Essa história acaba, quase sempre, no cabeleireiro. E em arrependimento! Sim, porque nesses surtos de impulsividade cometemos as maiores atrocidades. Eu, por exemplo, já fiz permanente váaaaarias vezes – a primeira, com 13 anos! (nunca entendi como minha mãe deixou... e pagou). Já repiquei toda a juba a la Farrah Fawcett, cortei chanel, franjão... 

Algumas dessas metamorfoses foram traumáticas. Mas nada comparável ao que aconteceu com a minha amiga Simone. Típica alemoa do interior do Rio Grande do Sul, Simone tinha um cabelo liiiiiindo – farto, loiro cinza, compriiiido. Até que, um belo dia, Simone acordou com aquela maldita vontade de mudar.

Na verdade, ela nem queria mudar taaanto assim. Queria apenas dar um brilho dourado ao cabelão. Comprou henna dourada numa dessas lojinhas de produtos indianos e mandou o cabeleireiro tacar fogo. Literalmente. Com a tal henna, o cabelão da Simone ficou vermelho! Ruivo não, vermelho. Ou, como ela mesma definiu, cenoura!

Depois de alguns dias de desespero e reclusão, Simone decidiu consultar a colorista de um salão mega ultra super de Porto Alegre. A resposta: poderia esperar a henna sair com o tempo ou tingir o cabelo de outra cor, o que a profissional não recomendava pois a cabeleira, já ressecada da henna, ia virar uma palha.

Como não podia sumir, Simone decidiu assumir! E assumiu também outra personalidade, mais apropriada à nova cor de cabelo. Virou dark, pelo simples motivo que NADA, além do preto, combinava com aquele cabelo cor de cenoura! (isso foi nos anos 80, se fosse hoje, ela virava Emo...).

A tinturista tinha razão. O tom cenoura foi ficando menos intenso com as lavagens, o cabelão foi voltando ao normal e a personalidade da minha amiga, também. Hoje, Simone é uma comportada mãe de família, mora nos Estados Unidos e, naqueles dias de histeria, pensa mil vezes antes de correr para o salão mais próximo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Back to 80`s

Já começou a mobilização na Brasília. Mês que vem tem mais uma edição da festa De Volta aos Anos 80 e o povo já está em polvorosa. Não, eu não vou. Não meeeeeesmo, nem adianta insistir.

Caí nessa armadilha há alguns anos, logo que mudei para o Cerrado. Nunca mais! É patético ver pencas de playboys e patricinhas - de variadas idades - dançando freneticamente Superfantástico da Turma do Balão Mágico e cantando com a Cyndi Lauper Girls Just Wanna Have Fun.

Não entendo a obsessão dos brasilienses pelos anos 80. Tudo bem que tenham orgulho de Legião, Capital, Plebe Rude, Paralamas... mas ninguém merece ouvir Eduardo e Mônica no rádio todo santo dia 30 anos depois!  

A ditadura dos anos 80 já invadiu até os pubs do Cerrado. O repertório não muda: Duran Duran, Dire Straits, Lulu Santos, Kid Abelha... afffff

Dia desses fui numa festa de aniversário num lugar bacanérrimo – e carérrimo. Não revelo nomes nem sob tortura! Só conto, a título de contexto, que o aniversariante estava completando mais de 40 anos. Cardápio impecável, espumante na temperatura perfeita, doces maravilhosos.

Vovó do rebolation
Tudo comme il faut... Até a Gretchen surgir do além, embalada a vácuo em um macacão de lycra amarelo, cantando e dançando Conga Conga Conga. Na sequencia, Piripiripiri.

Num primeiro momento achei que era alucinação - quem sabe o espumante era falsificado! Depois, pensei que se tratava de uma cover da vovó do rebolation. Na terceira música, me convenci de que era a Gretchen em pessoa - até tirei umas fotos com o celular para ninguém duvidar da minha sanidade! 

O flashback não parou por aí, não!  Quando terminou o show da Gretchen (ou, como diz a wikipedia, a pioneira da Bunda Music), entrou o Sylvinho Blau Blau com o mesmo blazer branco de sempre, a mesma coreografia, as mesmas músicas (ele também continua vesgo).

Ai, meu ursinho blau blau de brinquedo...
Eu já estava ficando com medo quando apareceu uma terceira assombração: o Luciano do Trem da Alegria!!!  Helloooo, será que não surgiu nada melhor nos últimas três décadas?

Que me desculpem os órfãos daqueles anos cafonas, mas o novo é fundamental! Pronto, falei.

PS: minha amiga Ju Neiva faz aniversário amanhã e acaba de avisar que vai comemorar hoje, numa boate com som anos 80 e show de quem, de quem? Ela de novo, a Gretchen! Ju, te desejo muito amor, saúde, paz, sucesso. Tudo de bom meeesmo, porque tu merece! Mas a festinha eu não vou encarar...